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Apremavi promove viagem técnica

Autor: Urbano Schmitt e Miriam Prochnow. Publicado em 16/11/2007.

Aspecto do sistema agroflorestal implantado em fevereiro de 2006

A Apremavi promoveu, com o apoio da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC de Lages, uma viagem técnica ao município de Joinville, SC, no dia 09 de novembro passado, com o objetivo de conhecer um modelo de reflorestamento com espécies nativas para fins econômicos, implantado dentro do sistema agroflorestal - SAF.

O projeto visitado localiza-se no distrito de Pirabeiraba, mais precisamente, no Sitio Ribeirão do Braço, pertencente ao casal Nilsa e Ivo Grankow que também são integrantes da ONG Vida Verde. Este projeto, pioneiro em Santa Catarina, deixou os visitantes impressionados com o desenvolvimento das árvores nativas, sinalizando um grande sucesso ambiental e econômico.

O sistema agrolforestal visitado foi implantado em fevereiro de 2006. Foram plantadas 6.500 mudas, adquiridas do viveiro Jardim das Florestas, das seguintes espécies: Louro-pardo (4.000), Ipê-rosa (250), Canjerana (250), Tucaneira (250), Angico (250), Guapuruvu (250), Canafistula (250), Ripão (250), Cedro (250), Garuva (250) e Sucurujuva (250).

Na mesma propriedade também já haviam sido plantadas 2.000 mudas, no ano de 2001, com o apoio do projeto PDA.

A comitiva era composta por 26 pessoas, entre eles: 18 alunos do curso de Engenharia Florestal da UDESC de Lages, SC, liderados pelos professores André e Germano Gütller; um representante da ONG Mãe D,água de Ituporanga; o engenheiro agrônomo e secretário municipal de agricultura de Atalanta, SC, Lauro Krunwald; a Apremavi nas pessoas do presidente Edegold Schäffer, o vice-presidente Urbano Schmitt Jr. e o engenheiro florestal Leandro Casanova.

Acompanhou também a viagem o engenheiro mecânico Ângelo Sarda, brasileiro, residente na Alemanha há 11 anos, que está investindo na compra de terras no município de Atalanta para implantar um projeto semelhante, o qual será monitorado pelos alunos do curso de engenharia florestal da Udesc sob a coordenação e orientação dos professores André e Germano.

Os proprietários apresentaram aos visitantes, além do reflorestamento, a empresa Via Pax Bio, instalada na propriedade com o propósito de industrializar e embalar produtos orgânicos.

A viagem/estudo serviu para agregar conhecimento e comprovar as perspectivas otimistas da experiência em vista da sustentabilidade ambiental e econômica das propriedades rurais.

Em julho de 2007, uma outra equipe da Apremavi, acompanhada de William Dent, da Natural Partners dos Estados Unidos, já havia visitado o projeto e constatado o enorme sucesso do mesmo. Hoje este projeto já pode ser considerado um modelo para a implantação de outros projetos com o mesmo objetivo, na região.

Comentários

Odair em 16/11/2007 às 19h44
Muito interessante e estimulante. Parabéns

Mauricio Ruiz Câmara em 19/11/2007 às 09h40
Parabenizo o grupo pela iniciativa educativa. Acho que a experiência deve ser difundida, como alternativa para a viabilidade econômica no campo. Muito bom.

Sérgio José de Lima em 20/11/2007 às 07h59
Acho que projetos como este deveriam ser feitos também em outras regiões, principalmente na serrana, onde diz-se que a araucária esta em extinção, quando na verdade muitos agricultores não plantam o pinhão pois acham que nunca vão tirar o pinheiro, mas quem plantou há trinta anos atrás ja esta colhendo o resultado de suas plantações.

Lídice Margot Vieira em 10/12/2007 às 13h19
Estou adquirindo um sítio em área de preservação permanete e gostaria de preservar 80% da propriedade com espécies nativas.
Desejaria saber quais as espécies para plantar ladeando os córregos, sem necessidade de retirar os vegetais já existentes, pois desejo apenas incluir espécies floríferas em toda a mata.
È permitido o plantio de "chorões", pois desejaria ter ao menos um ao lado de um lago.
Os lagos artificiais já existentes deverão respeitar os 30 m. de vegetação nativa, semelhante aos córregos?
Basta cumprir o exigido no Código das águas?

Onde encontraria flores nativas para cultivar à sombra das árvores?
Pode-se plantar flores que não sejam nativas sob as árvores?

Ivo Gramkow em 08/04/2008 às 19h58
Amigos da Apremavi
Muito obrigado pela divulgação que voces fizeram do SAF do Sítio Rio do Braço e da empresa Via Pax Bio - http://www.viapaxbio.com.br/.
Para viabilizar o SAF tivemos enorme apoio das pessoas da Apremavi que não só forneceram mudas, como também nos ensinaram e nos transmitiram muita sabedoria.
Dedicamos a êles o fruto desta iniciativa.
Desejo muito sucesso a todos que se lançam na jornada de salvar o nosso Planeta.
Ivo Gramkow

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