A Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí (Apremavi) está dando os primeiros passos para efetivação do Parque Nacional (Parna) das Araucárias e da Estação Ecológica (Esec) da Mata Preta. Nessas Unidades de Conservação (UCs), criadas em 2005, estão localizados relevantes remanescentes da Floresta com Araucárias de Santa Catarina.
Desde julho de 2007, a Apremavi em parceria com o PDA Mata Atlântica, está desenvolvendo o projeto para a elaboração dos planos de manejo e dos conselhos consultivos da ESEC da Mata Preta, situado no município de Abelardo Luz, e do PARNA das Araucárias, situado nos municípios de Ponte Serrada e Passos Maia.
Nos dias 5 e 6 de dezembro de 2007 aconteceram, em Abelardo Luz e Passos Maia, as oficinas para realizar o diagnóstico inicial do projeto para elaboração dos planos de manejo das duas unidades. Cerca de 30 pessoas participaram das oficinas.
A bióloga Edilaine Dick, o ecólogo Mario Cobucci Neto e o técnico Valdecir Luiz Teston ouviram as opiniões de representantes de entidades governamentais e da sociedade civil. Os proprietários de terras de áreas que integram as UCs também marcaram presença no evento.
Durante os encontros, nos trabalhos em grupos, foram levantados vários aspectos, entre eles, a visão da população sobre as UCs e os possíveis conflitos que podem ameaçar a elaboração dos planos de manejo e a gestão das UCs. Segundo Edilaine Dick, o encontro foi muito produtivo. “Houve uma ampla participação dos representantes da comunidade, o que é extremamente importante para o futuro das UCs”, comenta a bióloga, que é coordenadora do projeto.
O projeto está sendo executado pela Apremavi, com apoio do Programa Projetos Demonstrativos do Ministério do Meio Ambiente (PDA - Mata Atlântica) e participação do Instituto Chico Mendes, e em parceria com o Grupo Condor, a Prefeitura de Ponte Serrada, as Câmaras de Vereadores de Abelardo Luz e Ponte Serrada, a Universidade Federal de Santa Catarina e a The Nature Conservancy.
Já no dia 16 de janeiro, aconteceu em Atalanta, no Viveiro Jardim das Florestas, uma reunião com a finalidade de assinar um termo de cooperação técnica entre a Apremavi e a Associação Catarinense de Preservação da Natureza (Acaprena), para a troca de informações relativas à elaboração dos planos de manejo das duas Unidades de Conservação em questão. Participaram da reunião Edilaine Dick e Edegold Schäffer, da Apremavi, e Franciele Dias, Rudi Ricaros Laps e Carlos Augusto Krieck da Acaprena.
No primeiro semestre de 2008 deverão ser realizadas reuniões com as
comunidades da zona de amortecimento das UCs, atividades de educação
ambiental com as escolas e universidades, formação e capacitação do
conselho consultivo e o início da elaboração dos diagnósticos
socioeconômico, fundiário, biótico e abiótico, os quais vão dar
subsídios para elaboração do plano de manejo.
A Acaprena, também em parceria com o PDA Mata Atlântica, está desenvolvendo o projeto para Elaboração do Plano de manejo do Parque Nacional da Serra do Itajaí, localizado na região do Alto Vale do Itajaí. Desde o início da parceria, já foram realizadas diversas etapas que já estavam previstas, como a realização dos diagnósticos, reuniões, atividades de educação ambiental, capacitação do conselho consultivos, entre outras. No momento a equipe está trabalhando na finalização dos estudos e elaboração do documento.
De acordo com Edegold Schaffer, presidente da Apremavi a parceria trará frutos positivos: “essa parceria é muito importante para as duas instituições, para que possamos trocar experiências na elaboração dos respectivos planos e assim propor diretrizes na gestão das UCs, para que elas sejam realmente efetivadas”.
Comentários
Lanns Almeida em 21/01/2008 às 16h50
Parabéns a APREMAVI por essa linda iniciativa. Precisamos dessas ações para tentarmos salvar esses "retalhos" da nossa Mata Atlântica.
Um abraço e saudações bahianas!!!
Oscar Benigno Iza em 21/01/2008 às 19h42
Saudações!
Mais um belo exemplo e valiosa iniciativa a favor da conservação.
Felicitações a todos.
Até breve,
Oscar Benigno Iza
Joel da Luz em 24/01/2008 às 09h56
É muito belo o trabalho da APREMAVI em prol da conservação de nossas florestas.
abraços Joel da Luz
ELOY FENKER em 19/02/2008 às 02h18
Consta que a área nao foi desapropriada, os proprietários nao foram indenizados e os residentes no parque nao foram reassentados e nem tem planos nem verbas para isso. O Tribunal de contas da Uniao considerou totalmente irregular a criação do parque, por conter uma série de omissões e , parece, fraudes legais e constitucionais.
Alguem sabe informar o valor correto da área para fins de indenização? onde está o dinheiro depositado? Ou se trata de um simples parque de papel, que visa promoção e publicidade, sem que o governo tenha avaliado e feito a indenização previa e justa, como manda a cosntituiçao?
Nao podemos compactuar com irregularidades e ilegalidades, nõs que atuamos em área onde a ética,a moral, os bons constumes , a impessoalidade, a seriedade deveria ser adotada como norma , de forma inalienável.
Dvemos preservar, sim, a exemplo e continuidade dos proprietários, que mantiveram por gerações esta linda e especialissima área, que conheço palmo a palmo. Mas, pessoal, vamos ser justos e éticos, vamos primeiro forçar o governo a avaliar e indenizar o justo valor para quem, tendo autorização para derrubar 100% da área, jamais derrubou, limitando-se, por 3 gerações, a retirar tão somente árvores mortas e caídas.
Sou totalmente a favor de conservar, preservar, mas observando a lei e a ética, antes de tudo. Sem ética, o movimento ambiental cairá no descrédito. epoa@hotmail.com
Entao, pessoal, vamos antes de tomar posse das terras, exigir do governo que avalie e indenize os proprietários, e que reassente os moradores e os que vão perder trabalho e propriedade e, alguns, tudo o que têm, inclusive a esperança de vida e de receber o valor justo a tempo, antes de morrerem.
Equipe da Apremavi em 20/02/2008 às 09h58
Caro Sr. Eloy,
A criação de Unidades de Conservação é uma estratégia fundamental para a proteção do que restou da Mata Atlântica, em especial na Floresta com Araucárias, que passou e, infelizmnte ainda passa, por um processo de destruição muito grande. Não é atoa que restam menos de 3% deste importante ecossistema.
O trabalho que a Apremavi vem realizando tem como propósito, contribuir efetivamente para que os parques brasileiros sejam implantados e possam cumprir seu papel, sejam eles parques municipais, estaduais, federais ou RPPNs. Neste sentido, qualquer contribuição é muito bem vinda.
Urbano Schmitt Júnior em 20/02/2008 às 15h22
Caro comentadore em contrário,
Não quero entrar em polémicas despropositadas, nem em eventuais provocações de quem insiste em não querer enchergar a realidade nem, muito menos, assumir as suas parcelas de culpa e responsabilidades com o estado do nosso Planeta Terra, que, convenhamos, cada um temos um pouco.
Nada mais ético que mudarmos nosso modelo de desenvolvimento fundamentado na exploração predatória dos recursos naturais, que já provou ser equivocado, cujo sinal de alerta quanto ao futuro do nosso planeta já está assionado há bastante tempo;
Nada mais moral que preservarmos o pouquíssimo que resta do nosso ecossistema e, garantindo minimamente o equilíbrio ambiental, possibilitarmos vida às gerações futuras;
Nada mais "Bom Costume" que extirparmos o egoismo, o individualismo e a ganância que levam as pessoas a não terem cuidado com as demais comunidades de vida do nosso planeta e, muito menos, responsabilidade com as futuras gerações.
Parabéns e muita força e sucesso para os que lutam por um mundo melhor, que só acontecerá com a convivência harmônica e equilibrada das pessoas entre si e da humanidade com todos os demais seres vivos e não vivos do planeta.
Urbano Schmitt Júnior
Voluntário e Educador Ambiental
ELOY FENKER em 21/02/2008 às 00h48
Sou 100% favoravel à conservação e a toda atividade construtiva neste sentido. Posso concordar com todos os termos que o senhor escreveu. O mundo precisa muito disso, as futuras gerações precisam.
E as áreas são realmente preciosas e de valor inestimável.
as áreas mata preta e araucária foram as melhor preservadas, praticamente intactas. Isto merece medalhas, elogios e, principalmente, um respeito e tratamento ético aos proprietários que preservaram. Precisam ser protegidas, como estão, ou pelo Estado (que nunca protegeu nada e em pouco tempo estará destruida).O proprio trabalho da Apremavi, sob o aspecto técnico, nao censuro, imagino que seja do mais alto nível técnico. Elogiavel que existam tecnicos que se prepararam e atuam em tão nobre área. Não é esta a questao.
O problema que levanto é que o governo nao conhece a área, nao fez inventário da existencia, nao avaliou a área, nao pagou, nao vai pagar, nao tem dinheiro, nao tem verba orçamentária, e vai tomar deles, invadir, tomar posse, sem pagar, sem indenizar, sem cumprir a lei. Uma indecencia economica, social e ambiental. Este é o problema, só este. Como fez, por exemplo, em Sao Joaquim e todos os parques do sul. E todos os que parcitipam deste processo imoral,(no caso, acidental ou coincidentalmente a Apremavi), referendando estas ações ilegais dos governantes, sao éticamente responsáveis. Então, nao vamos colaborar com o governo na invasão de terras. Vamos exigir que ele cumpra sua parte, cumpra a Constituiçao, avalie e indenize os proprietários, reassente os que devem ser, entao vamos tomar posse e trabalhar em cima. Previa e Justa indenização diz a Lei. E quem compactuar com o governo na ilegalidade, é eticamente censurável. nao se questiona a ilegalidade e irregularidade da criação, porque já foi julgada irregular pelo plenário do Tribunal de Contas. Esta a questão, senhores. Estamos destruindo valores éticos, morais e sociais, ao agirmos contra a Constituição, a Lei, a ordem, a ética, a moral, invadindo terras, tomando de quem preservou sem pagar, ou ajudando o governo a fazer isso.
ps: Senhor Urbano: nao sao 3%. Este número é uma fraude,como foi 1%, 7%. São mais de 23% de cobertura em SC !!! e Araucaria e mata preta nao ficam na Mata Atlantica, (faixa costeira litoranea, cfe livro da Apremavi) mas na floresta ombrofila mista!!!
GABRIEL SCHMITT em 21/02/2008 às 16h20
Parabenizo a iniciativa da Apremavi.
Fico feliz por saber que, cada vez mais, a Apremavi tem se empenhado em uma batalha por mais qualidade de vida e equilíbrio ambiental para todos.
Reafirmo, então, meus parabéns a todos aqueles que lutam por um meio ambiente mais sadio. Este trabalho e iniciativa em favor da VIDA devem continuar.
Gabriel Schmitt.
Mestre em Sociologia Política e Professor Universitário