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Planejando Propriedades e Paisagens

Tem como objetivo desenvolver e implantar modelos de propriedades rurais sustentáveis, visando a conservação da Mata Atlântica, a melhoria da qualidade de vida e o incremento de renda, através da adoção e difusão de alternativas econômicas ambientalmente sustentáveis em propriedades rurais­

Esta é uma propriedade "legal"

Propriedade Legal é aquela que cumpre a legislação ambiental e ao mesmo tempo é um local com qualidade de vida e opções de geração de renda de forma sustentável.

O Programa de Planejamento de Propriedades e Paisagens integra um conjunto de atividades cujo objetivo é desenvolver e oferecer know-how na recuperação de florestas e promover alternativas econômicas ambientalmente sustentáveis junto a proprietários rurais, prefeituras e empresas de Santa Catarina. Este know-how foi construído pela Apremavi desde 1987 e está baseado em especial no desenvolvimento das seguintes atividades:

Produção de Mudas e Recuperação de Áreas Degradadas e Matas Ciliares

Trabalho iniciado no momento da criação da Apremavi em 1987, inclui atividades de coleta de sementes, produção de mudas nativas e recuperação de matas ciliares. Atualmente o viveiro tem capacidade de produzir aproximadamente 1.000.000 mudas por ano, de 120 espécies diferentes de árvores nativas da Mata Atlântica, além de mudas de várias espécies de bromélias raras e endêmicas e algumas espécies medicinais.

Grande parte das mudas de árvores é plantada em terras de pequenos agricultores e proprietários de terra da região.O excedente de mudas é comercializado para empresas, prefeituras e proprietários de terras, gerando recursos que são reinvestidos nas atividades da Apremavi. As árvores são plantadas em conjunto e em comum acordo com os proprietários, especialmente matas ciliares, ou seja, áreas nas margens dos rios e nascentes e também em encostas com bastante declividade.

O viveiro Jardim das Florestas recebe em média, mais de 1.500 visitantes por ano. Também são desenvolvidas atividades educativas com o objetivo de conscientizar e capacitar os agricultores e proprietários de terra da importância de preservar e recuperar as florestas.cia do trabalho da Apremavi.

Enriquecimento de Florestas Secundárias

As atividades de Enriquecimento de Florestas Secundárias tiveram seu início em 1996, com o apoio do PDA. A fase II do projeto foi concluída em dezembro de 2003.

O projeto tinha como base uma propriedade piloto no munícipio de Atalanta, onde forma feitos os vários experimentos da metodologia de enriquecimento de florestas secundárias e também instaladas as parcelas que alimentaram um banco de dados, criado especialmente para fazer a análise dos resultados obtidos. Na propriedade piloto foram utilizados 10 hectares, implantadas 23 parcelas para medições e plantadas cerca de 40.000 mudas de espécies nativas, para atender os vários tipos de experimentos, que depois seriam replicados em outras propriedades. Com os dados coletados na propriedade piloto foi montado um banco de dados onde estão cadastradas 3.100 árvores.

Ao mesmo tempo foi conduzido um programa de capacitação para produtores rurais e técnicos, onde foram realizados dias de campo, palestras e cursos, envolvendo 1.306 pessoas. Também foram produzidos os seguintes materiais de apoio: os vídeos O Renascer das Florestas I e II e o livro A Mata Atlântica e Você - como preservar, recuperar e se beneficiar da mais ameaçada floresta brasileira.

Foram realizados ainda intercâmbios técnicos com projetos do PDA desenvolvidos no Acre, Pernambuco e Minas Gerais e recebidas visitas técnicas de uma comitiva de Madagascar e da Finlândia. O projeto de Enriquecimento de Florestas Secundárias da Mata Atlântica recebeu também em 2002, o Prêmio Expressão de Ecologia, na categoria Conservação dos Recursos Naturais.

Outro pilar do projeto nas fases I e II foi a implantação de áreas de enriquecimento em outras propriedades rurais. Foram enriquecidas florestas secundárias em outras 127 propriedades em 33 municípios, totalizando 150 hectares e 228.448 mudas de árvores de mais de 80 espécies nativas da Mata Atlântica.

Agricultura Orgânica

O trabalho com agricultura orgânica foi iniciado em 1992 em duas propriedades, uma em Atalanta e outra em Rio do Sul. Posteriormente foi realizado um cadastramento das principais iniciativas de agricultura orgânica no Alto Vale e implantadas experiências em outras 6 propriedades de pequenos agricultores de Atalanta e dada assessoria a agricultores em diversos outros municípios.

A Apremavi também realiza cursos e seminários em parceria com a Epagri - Estação Experimental de Ituporanga. Os cursos para agricultores e técnicos são realizados Junto ao Viveiro Jardim das Florestas. Em 1997 foi produzido o vídeo intitulado "Agricultura Orgânica" e uma cartilha sobre o assunto.
Atualmente a Apremavi integra a Rede de Certificação Participativa Ecovida e apóia o trabalho da Associação de Agricultores Orgânicos Semente do Futuro, criada com o estímulo deste trabalho.

Outras atividades

Às atividades descritas acima, forma também integradas ações de desenvolvimento de Ecoturimos Rural, Sistemas Agroflorestais, plantio de espécies nativas para fins econômicos e plantio de espécies exóticas.

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